Crónica e fotos da XIX Marcha a Teixeiro

Transcurriu case um ano desde a última marcha à prisom de Teixeiro; outro ano cheio de diversas torturas às pessoas presas por parte das carcereiras (isolamento, dispersom, malheiras, desatençom/negligência médica, contençons físicas, regime F.I.E.S., medicaçom forzosa, chantagens, humilhaçom a familiares, crminalizaçom da solidariedade a pessoas presas…). Por isto voltarom-se a organizar marchas a diferentes prisons do Estado, realizando-se a de Teixeiro o passado sábado 12 de janeiro.

A marcha transcurriu sem problemas, quedando grupos de carros em diferentes cidades para reunir-se às 11:00 na gasolineira de anos anteriores (na N-634 km 663). Surpreendentemente este ano nom houvo controlo da garda civil com os seus correspondentes cacheos e identificaçons, mas sim se movilizarom até a gasolineira, polo que algumhas companheiras tiverom que ficar vigiando os veículos para que o voltar nom apareceram as rodas reventadas coma há anos.

Sobre as 11:30 começou a marcha de algo mais de cem pessoas , mais que nos últimos anos, despregando duas pancartas e cortando um carril da estrada, com o fim de chegar durante o tempo de pátio das presas. Tanto durante o trajecto como durante a concentraçom frente os módulos de presos escutavam-se clássicas consignas tais como: «abaixo os muros das prisons», «nom som trabalhadores, que som torturadores», «nom estamos todas, faltam as presas», «nem F.I.E.S., nem dispersom, nem enfermos na prisom», «a dispersom também é tortura», «até aqui chega o cheiro das torturas em Teixeiro», entre e outras, amplificadas por um megafone e apoiadas polo som de várias pandeiretas. Durante o tempo que se estivo frente aos módulos também escutaram-se alguns foguetes na distância, como em anos anteriores.

Trás a marcha, umha maioria da gente dirigiu-se a Santiago para acudir à concentraçom em apoio a presas às 18:00. Dita concentraçom estava programada na praça do Toural, mas devido à forte presencia policial e para evitar umha encerrona e identificaçons como outras vezes, decidiu-se começar na praça de Mazarelos. Desde ali ao redor de 60 pessoas marcharom para a praça do pam e percorrerom várias ruas gritando consignas similares às de por a manhá, até finalizar na praça do Toural, agora sem presença policial, onde se informou sobre a passada greve de fome de presas em luita do passado 10 ao 25 de dezembro, lendo todas as reivindicaçons das mesmas. Também informou-se sobre a situaçom do preso Pedro Escudero, que sofreu várias malheiras e torturas em maos de carcereiros. A manifestaom transcurriu sem incidentes, nom apareceu polícia algumha e repartiu-se com total liberdade várias octavilhas à gente informando sobre a luita anticarceraria.

Pra finalizar, a gente reuniu-se no CSOA O Aturuxo das Marías para cear e disfrutar dumha timba poética na que se lerom alguns poemas escritos por pessoas presas.

Adiado o juízo de Pedro Escudero Gallardo

Há uns dias, o dia 10 de janeiro, também tivo lugar umha concentraçom em frente dos julgados da corunha para apoiar a Pedro Escudero Gallardo. Ao redor de 20 pessoas juntarom-se às 11:30 para dar fôlegos a Pedro. Finalmente o juízo adiou-se para o dia 8 de fevereiro às 11:30h devindo a que a advogada de Pedro nom apareceu. Já é a segunda vez que se adia o juizo polo mesmo motivo. Estaremos atentos a mais convocatórias.

A marcha em imagens

Agradecemos a todas as pessoas que nos achegarom fotografias.

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