Chamado a um dia de resistência simultânea sem fronteiras

Publicada originalmente por #Rouvikonas em athens.indymedia.org em grego, inglês, francês, espanhol e alemá.

Traduzido do portal alasbarricadas-org.

Chamado a um dia de resistência simultânea sem fronteiras. 10 de dezembro.

Lançada por companheiros/as de luita da Grécia, México, Espanha, França, Argentina, Argélia, Itália, Bélgica, Canadá, Alemanha,…

Em todas partes do mundo, usando o pretexto da dívida dos Estados, o poder segue acentuando as inequidades entre os mais ricos e os mais pobres e destruindo o planeta.

Em todas partes do mundo, a diminuiçom dos nossos direitos e o saqueo da vida acompanham-se dumha amplificaçom da vigilância e da repressom na contramao de quem se opom.

Em todas as partes do mundo, o poder tenta dividir para ganhar, desviando a cólera para os migrantes, fazendo crer que som os principais responsáveis polos males dos demais oprimidos.

Em todas partes do mundo, o fascismo segue crescendo, última etapa do capitalismo, paroxismo da sociedade autoritária, prontos a eliminar a quem se lhe oponha.

Em todas partes do mundo, o poder apresenta-se como legítimo com o pretexto, por um lado, de leis que o mesmo Estado escreve para reforçar a sua posiçom, e por outro de eleçons periódicas as quais nom som democráticas, senom o resultado da manipulaçom da opiniom polos meios de comunicaçom em massa, que pertencem a umha classe social dominante.

Em todas partes do mundo, o poder usurpou a posiçom que ocupa e rouba-nos as nossas vidas.

A diferença das classes oprimidas do século XIX, da época na que começarom a organizar-se à nível mundial e a sublevar-se, nós estamos hoje em frente de dous novos problemas ademais dos que já existiam: umha carreira contra relógio em frente às novas tecnologias e a um poder que nom deixa de crescer co apoio de novas técnicas de vigilância e de repressom, o que nos acorda as obras proféticas de Orwell e de Huxley, e a carreira contra relógio ecológica frente dum capitalismo que, ademais de explodir-nos, chega agora a um ponto onde a destruiçom do planeta será cedo irreversível.

Já nom podemos agardar mais. Já nom podemos contentar-nos com luitar cada um do nosso lado, cada um do seu lado da fronteira, cada um luitando de maneira particular em frente a problemáticas diferentes, cada um coas nossas diferentes maneiras de pensar e de atuar.

É urgente reunir a nossa resistência, num dia por mês, desde o 10 de dezembro de 2018, e depois, o 10 de cada mês, ao mesmo tempo, em todas partes do mundo, e paralelamente às nossas luitas locais quotidianas.

Propomos um dia por mês de accións simultâneas em contramao do fortalecimiento do capitalismo e da sociedade autoritária. Num dia por mês para acordar-se em todas partes que está luita é global. Num dia por mês para lembrar a urgência com qual temos que mobilizar-nos em todas partes e de acabar co poder e a exploraçom. Num dia por mês para ter mais confiança nas nossas capacidades, para que sejamos mais e preparar-nos juntos ao final da sociedade autoritária e do capitalismo.

O 10 da cada mês, é o primeiro dia que se compom de duas cifras, como umha mudança de hora, de época, de madurez. Porque temos que sair da prehistoria política e económica da humanidade antes de que seja demasiado tarde.

Entre nós nom há chefe, responsável, diretor sindical, nom há um homem providencial, um comité de partido, umha vanguarda ilustrada, só propomos um dia de convergência global por mês, mas nom queremos dirigir, nem cordinar nada. Só queremos dar um primeiro impulso, com este texto e as açons que lhe seguiram.

Também nom propomos um caminho que há que seguir, um modo de atuar, limites às nossas açons desse dia: cada um luita à sua maneira, onde queira e contra o que lhe parece importante. Sair à rua num mesmo dia em todas partes do mundo, já é muito importante, embora só seja para falar e preparar o que segue, ocupando locais, terras, fábricas, e ainda mais, bem mais, se alguns o querem.

Que cada quem pense como resistir nesse dia, e que no-lo faça saber, com fotos, vídeos ou a traves os nossos meios de comunicaçom livres e autogestionados ao redor do mundo, indymedias, por exemplo.

À cada um toca-lhe traduzir noutras línguas esta mensagem e compartilhar-lo dando-o a conhecer por internet e até nos muros das cidades, para que o 10 da cada mês sejamos sempre mais numerosos e com mais determinaçom.

Ninguém libertara-nos salvo nós mesmos: toca-nos tomar rapidamente a vida nas nossas maos.

O poder nom é para conquistar-lo, é para destruir-lo.

Anarquistas, libertários, anarco-sindicalistas, autónomos e anti-fascistas de várias regions do mundo

Grécia, França, Argentina, Espanha, Argélia, Itália, México, Bélgica, Canadá, Alemanha…

Nota: modificámos um pouco a traduçom ao espanhol do artigo original.

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