O PP segue coa sua teima de inculpar a quem menos culpa têm: Miguel e Maria Luisa novos bodes expiatórios

Fonte: ogajeironagavea.wordpress.com


Quando o desastre do Prestige, a 13 de novembro de 2002, as culpas e a implacável justiça recairom em seu capitán, Apostolos Mangouras e contra dele dirigirom todas suas miras nossos governantes do PP e sobre ele canalizarom a impartiçom da justiça. Quando a terrível morte (assassinato?) de 81 pessoas e as feridas de outras 144 que iam do trem Alvia caminho de Compostela em 24 de julho de 2013, as miradas dirigirom-se só a Francisco José Garzón, único maquinista do trem e único imputado por delitos de homicídio imprudente, segue á espera de juízo, pese que nemhuma das associaçons de vítimas do Alvia o considera responsável e ele mesmo, pese ter pedido perdom inúmeras vezes, está convencido de que seu lapsus nunca pudo conlevar tal fatal acidente. Agora com esta vaga de lumes que se originaram por negligência e total falha de prevençom das incopententes que governam Galiza e as espanhas todas, e que causaram a morte de 4 pessoas, os seus olhares acusatórios e sues dedos implacáveis querem fazer recair as culpas em Miguel (vizinho de Os Blancos e Vigo) e mais Maria Luisa (vizinha da paroquia de Petelos em Mos); autoras de lumes de 2 e 3 hectares respeitivamente, só 5 hs das 35.500 totais que se queimaram nessa finde.

Á margem de toda investigaçom judicial ficaram os grandes culpáveis que obrigaram maniobrar o Prestige empurrándo-lo ao desastre e mais quem nom instalou medidas protetoras nas vias nem realizara analise de riscos denantes de lançar trens a tam altas velocidades e tudo aponta a que ninguém assumirá que os lumes poderiam ter-se previsto e tomar medidas preventivas em troques de despedir brigadistas e abrir a tempada de caça. Além, tal como ocorreu por entom, agora estám a botar balons fora e lançar mentiras polos seus falsimédios. E nom só!! muitos deles e muitas delas foram premiadas e ascendidas nos seus postos da escala de mando pepeira, de feito todas as pessoas que, na altura do Prestige, eram membros do Governo espanhol, salvo Jaume Matas (e por causas totalmente alheias ao Prestige) sairam moi bem paradas:

Começando por Rajoy, senhor dos “hilitos de plastilina en estiramiento vertical”, que de incompetente vicepresidente com Aznar se passou a presidente atual; passando por Arias Cañete “no es una marea negra”, na altura Ministro de Pesca, Agricultura e Alimentaçom e agora todo um Comissário Europeio de Açom polo Clima e Energia (como dim as crentes: “que deus nos colha confesadas”); ou polo nosso brilhantino medalhista e campiom de nada, além de flamejante jardineiro ferrolano D. Cuco Fernández de Mesa, que é para sentar aparte e fora quem soltara a primeira frase prestigiosa que passou á história do esperpento: “probablemente el fuel no toque la costa gallega”, e que hoje, tras deixar um regueiro de mortos na praia ceuti de Tarajal quando era diretor da Garda Civil, é feliz possuidor dum amplo abano de postinhos acadados no peculiar jogo das portas giratórias – jogo no que só podem participar gente sem escrúpulos que tiveram algum cárrego susceptível de receber sobres de dinheiro ilegal e quantiosos subornos sem necessidade de extorsom algumha.

Mençom aparte merece, ao meu entender, nossa paisana Ana Pastor,  Ministra de Sanidade quando o Prestige e agora titular do cárrego que está considerado como a 3ª autoridade das espanhas todas: Presidenta do Congresso de Diputados e além, recém eleita como “Galega do ano 2107” polo pseudojornal mais ridículo ao oeste do Minho. Ana junto seu marido José Benítez, capitam da marina mercante, militante do PP de “todalavida” e amiguíssimo de Rajoy, era diretor geral de Interior e proteçom Civil da Junta quando o Prestige, e ambos souberam do chapapote quando compartilhavam feliz escapada em Doñana com o matrimónio Rajoy. José nunca deixou de ocupar cárregos, mesmo baixo as ordes da sua dona, e na atualidade é Presidente da Autoridade portuária de Marin. E digo que merece mençom aparte porque nossa Ana Pastor possue a meritória coincidência de que, quando o fatal desastre do Alvia em Angrois, era Ministra de Fomento!! e como tal máxima responsável do mesmo que safou-se dos baixos e da justiça pese a que foi quem autorizara que o trem Alvia se desconectara do sistema de control automático europeio, ERMTS, no tramo do acidente sob a escusa de que gerava retrasos nos trens.

Mas ao igual que se passou com o Prestige, tamém quem estavam de responsáveis políticos sairam moi bem paradas desta, mesmo poderia-se afirmar que todos foram ascendidos e/ou premiados:

Rafael Catalá, atual ministro de Justiça, era secretário de Estado de Infraestruturas no momento do fatal sucesso. Acudira presto junto Ana Pastor ao lugar dos feitos na noite mesma do acidente, para entre ambos, premer no juiz a que escuitara a gravaçom do maquinista chorando e dizendo que fora culpa dele. As vítimas consideraram insultante o seu nomeamento como ministro de Justiça, tampouco perdoam-lhe sua falha de humanidade ao negar numha entrevista, feita só quatro dias depois, que houvera um sinistro de Alta Velocidade, quando muitas das vítimas estavam debatíndo-se entre a vida e a morte.

Carlos Díaz Arroyo, se passou de diretor da linha Alta Velocidade do Noroeste a Diretor Geral de Seguridade Ferroviária até sua feliz jubilaçom em 30 de junho passado. Julio Gómez Pomar, na altura do acidente presidia Renfe operadora e foi nomeado substituo de Rafael Catalá como secretário de Estado de Infraestruturas. Pablo Vázquez foi quem tomou o relevo de Julio Gómez como presidente de Renfe Operadora, e no 24 de julho de 2013 era presidente de Ineco, a empresa que homologou os Alvia e certificara sua seguridade. E por último Manuel Niño González, diretor Geral de Ferrocarris no momento do acidente e quem autorizara a posta em marcha do serviço dos Alvia Madrid-Santiago, foi nomeado secretário geral de Infraestruturas.

Todos estes cargos foram concedidos por Ana Pastor, quando era ministra de Fomento. Ve-se que quando os governantes do PP consiguem umha grande desfeita, ato seguido concedem favores aos seus máximos responsáveis.

Suponho que estes dias andarám nerviosas todas as pessoas que ocupam algum carguinho que tenha a ver com os terroríficos incêndios que sofremos recém. Andarám a morder suas unhas pensando em que alto cargo lhes tocará. E senom tempo ao tempo.

 

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