Despejo do espaço okupado A Travessa em Porto

Información actualizada no seu blogue: https://atravessaokupada.noblogs.org/


Na manhã do dia 16 de outubro, o espaço ocupado A Travêssa dos Campos foi alvo de uma acção repressiva por parte da autoridade policial.

Chegaram por volta das 7h30 com grande aparato de meios e agentes e preparados para uma entrada rápida e violenta no edifício. Após o arrombamento das portas foi dada a ordem – todos para o chão, caralho! Juntaram todas as pessoas numa sala, duas delas algemadas, e revistaram cada uma delas e os seus pertences. Para além disso, fotografaram e filmaram a operação e toda a gente que resistia no edifício.

A informação chegou cá fora e começou a formar-se um ajuntamento de malta solidária que foi impedida de se aproximar da acção devido ao bloqueio da rua.

Cerca das 9h15 a polícia começa a transportar o pessoal para a esquadra do Heroísmo, em pequenos grupos e diferentes carrinhas. Ao todo foram 21 pessoas, mais uma cadela levada para o canil. Na esquadra, toda a gente foi identificada e novamente revistada. A todos os envolvidos foi aplicado um termo de identidade e residência e passada uma constituição de arguido sem referência a qualquer crime.

Eram 11h00 quando os primeiros detidos começam a sair da esquadra, tendo sido recebidos com fraternidade por mais de duas dezenas de pessoas que esperavam em frente à esquadra.

Pelas 12h45 toda a gente tinha sido libertada mas houve que esperar mais uns momentos até que alguns itens pessoais fossem devolvidos.

Em comunicado de imprensa a CMP justifica esta intervenção devido a “ocupação ilícita de espaço vedado ao público”, mesmo que essa acusação não esteja expressa em nenhum dos autos de constituição de arguido. Isto só comprova que a CMP age sem interesse em contactar directamente com os envolvidos, dando ordens para que a polícia resolva as questões, de forma ilegal, justificando-se apenas à imprensa.

Ao mesmo tempo, é estranho que um espaço abandonado, de portas abertas, com janelas e lavatórios partidos, lixo por todo o lado, alarmes arrancados, pó de extintor espalhado pelo chão, silvas no campo de jogos, e uma mata que assusta a vizinhança, caiba no conceito de “vedado ao público”.

(relato de alguém que presenciou toda a operação)


Difundimos da web do CSOA Escarnio e maldizer o seguinte comunicado de apoio:

Vimos de enterar-nos que o espaço okupado recentemente esta fin de semana no Porto, a Travessa dos Campos, foi despejada violentamente esta segunda 16. Queremos mandar dende aquí umha aperta rebelde e força ás nossas compis vizinhas!

Compis de Ancre Noire tirarom esta faija mostrando solidariedade coa Travêssa, a Casa Okupada de Setúbal Autogestionada e co Escárnio. Devolvemos o gesto e mandamos folgos a todas as compis que resisten as embestidas do poder.

Porque se nos tiram os espaços, multiplicamos a solidariedade!!

10, 100, 1.000 centros sociais!

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